quinta-feira, 25 de outubro de 2012


RESENHA 1

INFLUÊNCIA DAS VARIÁVEIS DE PROCESSO NA ALCOÓLISE ENZIMÁTICA DE ÓLEO DE MAMONA

Lipases têm sido extensivamente usadas em tecnologia de triglicerídeos, sendo aplicadas, principalmente, na biotransformação de óleos e gorduras. Entre os processos mais promissores para a modificação de lipídios estão às reações de hidrólise que envolve ataque na ligação éster do triglicerídeo na presença de moléculas de água para produzir glicerol e ácidos graxos. Flavorizantes para uso em alimentos destinados ao consumo humano e animal têm sido obtidos pela hidrólise parcial de triglicerídeos. Exemplos de produtos químicos de alto valor, obtidos pelo uso de lipases para a esterificação, incluem a síntese de ésteres de ácido oléico com alcoóis alifáticos primários e secundários e álcoois terpênicos e a produção de ésteres dos alcoóis geraniol e mentol com ácido butílico e ácido láurico, respectivamente. As interações entre o suporte e a enzima podem alterar favoravelmente as propriedades físicas e químicas da enzima e, geralmente, uma nova propriedade é gerada, que pode ser explorada para propostas industriais. Recentes estudos têm mostrado a possibilidade de uso de um método alternativo para a produção de ésteres pelo uso de enzimas, tais como lipases, como catalisadores.


OLIVEIRA, D. et al. INFLUÊNCIA DAS VARIÁVEIS DE PROCESSO NA ALCOÓLISE ENZIMÁTICA DE ÓLEO DE MAMONA.  Ciência, Tecnologia e Alimentos, Campinas, 24(2): 178-182, abr.-jun. 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cta/v24n2/v24n2a04.pdf>




RESENHA 2

A QUÍMICA DOS ÉSTERES DE FOSFATO


O fósforo é um elemento vital na composição da matéria viva e não se conhece um organismo vivo que não utilize a química deste elemento. O corpo humano contém aproximadamente 1% em massa deste elemento e, embora esta quantidade de fósforo orgânico seja pequena, seu papel é essencial nos processos celulares. Os ésteres fosfóricos são os principais responsáveis pelo armazenamento e transmissão de informação genética. Além da sua importância em processos biológicos, os ésteres fosfóricos encontram aplicações como plastificantes, reagentes na preparação de polímeros organofosforados, complexantes para a extração de cátions de metais pesados, inseticidas, pesticidas e compostos tóxicos utilizados em armas de guerra. A solução encontrada pela natureza para garantir aos seres vivos a sua perpetuação deu-se pelo uso das ligações P-O para formar os fosfodiésteres DNA e RNA. A evolução encontrou esta ligação como a ideal para este propósito devido à estabilidade dos diésteres de fosfato. As ligações encontradas nos fosfodiésteres podem ser muito estáveis. O tempo de meia vida (t1/2) para a hidrólise de certos ésteres fosfóricos de longe excede o tempo de vida alcançado por um ser humano.



DOMINGOS, J. et al.  A QUÍMICA DOS ÉSTERES DE FOSFATO, Química  Nova, Florianópolis, Vol. 26, No. 5, 745-753, 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422003000500019>


quarta-feira, 19 de setembro de 2012


Biodiversidade e suas medidas

Observando os registros fósseis, vemos que a vida não passou por um desenvolvimento contínuo, e sim por espasmos. Por anos a Terra foi dominada por seres procariontes até surgirem os eucariontes. Tendo em vista a evolução da biodiversidade na Terra, vimos que o planeta sofreu vários sobressaltos. Mas antes de chegarmos ao assunto, devemos explicar o que realmente é a biodiversidade.
Para demonstrar o qual biodiverso é um ecossistema existe as medidas de biodiversidade: São elas a taxonômica, a filogenética, funcional, genética e de ecossistemas, sendo que a taxonômica se restringe as variedades e táxons a que pertencem às espécies estudadas. A filogenética volta-se ao conhecimento as relações evolutivas com parentesco entre espécies. Quanto mais distante evolutivamente as espécies, maior a diversidade filogenética do conjunto. A diversidade funcional preocupa-se com o funcionamento de ecossistemas visando todos os processos envolvidos uma vez que todos os seres vivos têm a mesma importância. A diversidade genética propende o estudo das espécies medindo tanto as diferenças entre indivíduos, quanto as diferenças entre populações naturais. Empenha-se também no estudo da constituição do DNA, RNA ou de determinadas proteínas entre os organismos.


Referências

FILHO, Dorival. Origem dos Grandes Grupos de Seres Vivos e a Biodiversidade. Evolução, cap. 05, p. 32-38,  2012.


Alunos:
Dener Felipe   nº04
João Vitor        nº08
José Ricardo   nº 09
  



Relação bibliográfica sobre filogenética e comparações

A filogenia é o estudo que tem como principal objetivo determinar a relação evolutiva entre os seres vivos. Para isso é necessário compilar dados comparativos que possam ser observados em uma hierarquia biológica. Esses dados são obtidos com o estudo da biologia em geral.
Para que haja organização nos estudos e descobertas existem classificações para que os biólogos possam diferenciar os seres vivos. Variações intraespecíficas, em poucos casos estão disponíveis informações detalhadas, por isso é necessário que toda a área da biologia seja empregada, como por exemplo, a taxonomia.
Existe uma tendência em estudar apenas as espécies mais abundantes ou mais facilmente mantidas em laboratórios. Nos estudos das espécies, é possível colocar que a característica mais importante na comparação em um grupo são as observações não independentes, pois estão ligadas a um ancestral comum (DINIZ FILHO, 2000).

É impossível compreender algo sem saber o problema subjacente que pretende resolver. Desde quando surgiram os primeiros cientistas, eles sempre queriam descobrir como surgiram as espécies, e cada descobrimento elaboravam nomes para organismos.
Quando se aborda a questão da diversidade biológica, é necessário ter em mente a existência de dois aspectos distintos ainda que entrelaçados.
O número de espécies de animais, plantas e outros grupos formalmente descritos na literatura científica são ligeiramente inferiores a 2.000.000 (dois bilhões) de espécies. Alguns cálculos indicam que a diversidade atual representa cerca de 1% da diversidade produzida na história biológica. Isto eleva o número de espécies existentes atuais de quase dois milhões para um número talvez acima de cem milhões (AMORIM, 2002).

A ideia de Charles Darwin em seu principal livro, A ORIGEM DAS ESPÉCIES, de 1859, dita que todos os seres vivos existentes evoluíram de um ser primordial e que por implicações do meio ambiente e da alimentação, todos os seres em geral necessitam se adaptar até atingir um ponto onde sua espécie estaria em vantagem em relação às outras existentes. A esse fenômeno ele deu o nome de seleção natural.
Para explicar melhor suas ideias, ele se baseou que quando os seres vivos aderem essas características, elas são repassadas aos parentescos da espécie por hereditariedade.
No capitulo “Variação das espécies no estado doméstico” ele cita como evidencia, o pato. O pato doméstico difere-se do pato selvagem em diversas formas, uma delas pode-se encontrar em suas asas. Asas de patos domésticos são menores e menos rígidas, pois não utilizam o vôo para locomoção.
Para demonstrar sua teoria, ele desenhou uma árvore filogenética e hereditária onde as espécies estão relacionadas por um ancestral comum e em suas ramificações (galhos) estão as espécies que se adaptaram, e a partir dessas ramificações outras surgem (DARWIN, 1859).


Referências

DINIZ FILHO, José Alexandre F. Métodos Filogenéticos Comparativos. São Paulo: Holos, 2000.

AMORIM, Dalton de Souza. Fundamentos de Sistemática Filogenética. Ribeirão Preto: Holos, 2002.

DARWIN, Charles. A Origem das Espécies. São Paulo: Saraiva, 1859.


Alunos:
Dener Felipe    nº04
João Vitor        nº08
José Ricardo    nº 09


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Biotecnologia: por Andrew Hessel


A Biotecnologia é umas das áreas que mais crescerá em importância nas próximas décadas e Andrew Hessel, que estará presente no Executive Program FIAP-SU 2012, vai falar sobre os novos potenciais da tecnologia sintética, tais como a programação virtual de organismos; desenvolvimento de negócios, política e projetos de biossegurança. Andrew Hessel é consultor e cofundador da Pink Army Cooperative -- a primeira cooperativa de biotecnologia do mundo -, professor e co-chair das áreas de Biotecnologia e Bioinformática da Singularity University.

Canal no YouTube: tvFIAP


Cientistas produzem medicamentos em camelos geneticamente modificados




      Durante séculos, as pessoas do norte da África e Oriente Médio têm contado com camelos para transporte, produção de lacticínios e alimentação. Agora, cientistas de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, descobriram que esses animais podem, também, fornecer medicamentos.
Nos últimos anos, a ciência tem dado importantes passos para o desenvolvimento de camelos geneticamente modificados. A ideia é, segundo os pesquisadores, que os animais produzam proteínas medicinais em seu leite e ajudem a combater doenças como diabetes, obesidade e enfisema.
     Para tanto, os cientistas estão desenvolvendo células geneticamente modificadas (GM) que contenham genes que codifiquem proteínas de interesse para os seres humanos. O próximo passo, para que os camelos produzam insulina em seu leite, por exemplo, é a introdução de células com genes que codificam essa proteína em embriões do animal para, posteriormente, serem inseridos em camelos fêmeas. A substância poderia ser extraída do leite do animal GM.
      Segundo o Dr. Nisar Wani, um dos responsáveis pela pesquisa, camelos são animais adequados para a pesquisa porque são altamente resistentes a doenças e adaptáveis a diferentes climas.

Biofiltro tenta diminuir emissão de metano em aterros sanitários

> Com informações da Agência Brasil - 2/08/2012 

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=biofiltro-bacterias-emissao-metano-aterros-sanitarios&id=020175120820


Filtro de bactérias
Cientistas da USP (Universidade de São Paulo) estão testando um sistema de biofiltros na tentativa de diminuir a quantidade de gás metano (CH4) lançado na atmosfera por aterros sanitários.
A nova técnica consiste em lançar uma cobertura de bactérias no aterro. As bactérias filtram o CH4 produzido pelo lixo, transformando o gás poluente em água e gás carbônico.
O processo biológico de oxidação do metano diminui até 50% a emissão do gás de efeito estufa.
O teste está sendo feito no Aterro Sanitário de Campinas, a 85 quilômetros da capital paulista.
Emissão de metano em lixões
"A ideia é estudar qual a eficiência desse processo para que ele possa ser usado na cobertura de aterro de resíduos sólidos, seja ele sanitário ou não", explica o professor Fernando Marinho, coordenador da pesquisa.
Segundo ele, a solução pode ser adequada sobretudo para diminuição das emissões de poluentes em lixões, tendo em vista que, mesmo desativados, eles continuam a produzir gases - o metano é um gás de efeito estufa 21 vezes mais potente do que o CO2 (gás carbônico).
O pesquisador esclarece que o processo biológico de oxidação do metano foi descoberto há anos e já é amplamente difundido.
A novidade dos estudos brasileiros está na aplicação da tecnologia em campo, onde se espera uma redução da emissão de metano entre 20% e 50%.
"A maioria dos estudos era feita em laboratório. Iniciamos em 2004, juntamente com uma universidade canadense, os estudos em campo", disse Fernand

Código genético molda síntese de nanopartículas criando DNA com inúmeros metais

>Redação do site Inovação Tecnológica - 13/08/2012
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=dna-metalico&id=010165120813 

DNA metálico: código genético molda síntese de nanopartículas

O DNA dirige o crescimento das nanopartículas metálicas de forma similar ao que ele faz com a síntese de proteínas, com diferentes letras do alfabeto genético resultando em diferentes formatos das partículas. [Imagem: Zidong Wang/Yi Lu]
Genética inorgânica
O DNA contém o código genético para todos os tipos de moléculas biológicas.
Agora, pesquisadores descobriram que o código contido nas moléculas de DNA também pode controlar a forma final de nanoestruturas inteiramente metálicas.
Os segmentos de DNA foram usados para dirigir o processo de formação de nanopartículas de ouro, dando-lhes os mais diversos formatos.
As propriedades físico-químicas das nanopartículas são largamente determinadas pelo seu formato e pelo seu tamanho. Assim, produzir nanopartículas com formatos e tamanhos precisos é essencial para suas aplicações práticas.
As nanopartículas de ouro são largamente usadas nas pesquisas em medicina, para levar medicamentos diretamente a partes específicas do corpo, assim como em biologia e na composição de novos materiais.
DNA metálico
O alfabeto do DNA contém quatro letras A, T, G e C, as iniciais de adenina, timina, guanina e citosina. As "palavras" são formadas segundo uma regra simples: A sempre se liga a T e C sempre se liga a G.
Mas, no caso dessa "genética metálica", as quatro bases e suas combinações podem se ligar de formas diferentes às faces das "sementes" de ouro - os aglomerados iniciais que darão origem às nanopartículas.
DNA metálico: código genético molda síntese de nanopartículas


A equipe criou um roteiro básico que mostra o papel de cada base na geração de cada formato. [Imagem: Wang et al./Angewandte]
Ao se ligar aos aglomerados iniciais de ouro, as moléculas de DNA dirigem o crescimento dessas sementes, fazendo com que elas resultem em formatos diferentes.
Os experimentos mostraram que as fitas de DNA com sequências de "A" produzem nanopartículas redondas e rugosas. As sequências de "T" formam estrelas. As sequências de "C" geram discos planos. E, finalmente, as sequências de "G" formam hexágonos.
Genética de metais
O objetivo dos pesquisadores é mais amplo: estabelecer diferentes sequências de DNA que venham a constituir "códigos genéticos" para sintetizar partículas metálicas, de forma similar à que o DNA desempenha na síntese das proteínas.
Neste estudo inicial, o grupo testou o uso de fitas de DNA com combinações de duas bases - por exemplo, 10 "T" e 20 "A".
A regra geral é que as bases competem entre si, produzindo formatos intermediários, embora o "A" tenha dominância sobre o "T".
"A síntese de nanopartículas codificada por DNA nos dá uma forma nova e simples para produzir nanopartículas com formatos e propriedades previsíveis," disse Yi Lu, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.
"Essa descoberta terá impactos na bionanotecnologia e aplicações importantes em nossa vida diária, como na catálise, nos sensores, no imageamento e na medicina," completou o pesquisador.