Relação
bibliográfica sobre filogenética e comparações
A filogenia é o estudo que tem como
principal objetivo determinar a relação evolutiva entre os seres vivos. Para
isso é necessário compilar dados comparativos que possam ser observados em uma
hierarquia biológica. Esses dados são obtidos com o estudo da biologia em
geral.
Para que haja organização nos
estudos e descobertas existem classificações para que os biólogos possam
diferenciar os seres vivos. Variações intraespecíficas, em poucos casos estão
disponíveis informações detalhadas, por isso é necessário que toda a área da
biologia seja empregada, como por exemplo, a taxonomia.
Existe uma tendência em estudar
apenas as espécies mais abundantes ou mais facilmente mantidas em laboratórios.
Nos estudos das espécies, é possível colocar que a característica mais
importante na comparação em um grupo são as observações não independentes, pois
estão ligadas a um ancestral comum (DINIZ FILHO, 2000).
É impossível compreender algo sem
saber o problema subjacente que pretende resolver. Desde quando surgiram os
primeiros cientistas, eles sempre queriam descobrir como surgiram as espécies,
e cada descobrimento elaboravam nomes para organismos.
Quando se aborda a questão da
diversidade biológica, é necessário ter em mente a existência de dois aspectos
distintos ainda que entrelaçados.
O número de espécies de animais,
plantas e outros grupos formalmente descritos na literatura científica são
ligeiramente inferiores a 2.000.000 (dois bilhões) de espécies. Alguns cálculos
indicam que a diversidade atual representa cerca de 1% da diversidade produzida
na história biológica. Isto eleva o número de espécies existentes atuais de
quase dois milhões para um número talvez acima de cem milhões (AMORIM, 2002).
A ideia de Charles Darwin em seu
principal livro, A ORIGEM DAS ESPÉCIES, de 1859, dita que todos os seres vivos
existentes evoluíram de um ser primordial e que por implicações do meio
ambiente e da alimentação, todos os seres em geral necessitam se adaptar até atingir
um ponto onde sua espécie estaria em vantagem em relação às outras existentes.
A esse fenômeno ele deu o nome de seleção
natural.
Para explicar melhor suas ideias,
ele se baseou que quando os seres vivos aderem essas características, elas são
repassadas aos parentescos da espécie por hereditariedade.
No capitulo “Variação das espécies
no estado doméstico” ele cita como evidencia, o pato. O pato doméstico
difere-se do pato selvagem em diversas formas, uma delas pode-se encontrar em
suas asas. Asas de patos domésticos são menores e menos rígidas, pois não
utilizam o vôo para locomoção.
Para demonstrar sua teoria, ele
desenhou uma árvore filogenética e hereditária onde as espécies estão
relacionadas por um ancestral comum e em suas ramificações (galhos) estão as
espécies que se adaptaram, e a partir dessas ramificações outras surgem
(DARWIN, 1859).
Referências
DINIZ
FILHO, José Alexandre F. Métodos Filogenéticos Comparativos. São Paulo: Holos, 2000.
AMORIM,
Dalton de Souza. Fundamentos de
Sistemática Filogenética. Ribeirão Preto: Holos, 2002.
DARWIN,
Charles. A Origem das Espécies. São Paulo: Saraiva, 1859.