quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Biotecnologia: por Andrew Hessel


A Biotecnologia é umas das áreas que mais crescerá em importância nas próximas décadas e Andrew Hessel, que estará presente no Executive Program FIAP-SU 2012, vai falar sobre os novos potenciais da tecnologia sintética, tais como a programação virtual de organismos; desenvolvimento de negócios, política e projetos de biossegurança. Andrew Hessel é consultor e cofundador da Pink Army Cooperative -- a primeira cooperativa de biotecnologia do mundo -, professor e co-chair das áreas de Biotecnologia e Bioinformática da Singularity University.

Canal no YouTube: tvFIAP


Cientistas produzem medicamentos em camelos geneticamente modificados




      Durante séculos, as pessoas do norte da África e Oriente Médio têm contado com camelos para transporte, produção de lacticínios e alimentação. Agora, cientistas de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, descobriram que esses animais podem, também, fornecer medicamentos.
Nos últimos anos, a ciência tem dado importantes passos para o desenvolvimento de camelos geneticamente modificados. A ideia é, segundo os pesquisadores, que os animais produzam proteínas medicinais em seu leite e ajudem a combater doenças como diabetes, obesidade e enfisema.
     Para tanto, os cientistas estão desenvolvendo células geneticamente modificadas (GM) que contenham genes que codifiquem proteínas de interesse para os seres humanos. O próximo passo, para que os camelos produzam insulina em seu leite, por exemplo, é a introdução de células com genes que codificam essa proteína em embriões do animal para, posteriormente, serem inseridos em camelos fêmeas. A substância poderia ser extraída do leite do animal GM.
      Segundo o Dr. Nisar Wani, um dos responsáveis pela pesquisa, camelos são animais adequados para a pesquisa porque são altamente resistentes a doenças e adaptáveis a diferentes climas.

Biofiltro tenta diminuir emissão de metano em aterros sanitários

> Com informações da Agência Brasil - 2/08/2012 

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=biofiltro-bacterias-emissao-metano-aterros-sanitarios&id=020175120820


Filtro de bactérias
Cientistas da USP (Universidade de São Paulo) estão testando um sistema de biofiltros na tentativa de diminuir a quantidade de gás metano (CH4) lançado na atmosfera por aterros sanitários.
A nova técnica consiste em lançar uma cobertura de bactérias no aterro. As bactérias filtram o CH4 produzido pelo lixo, transformando o gás poluente em água e gás carbônico.
O processo biológico de oxidação do metano diminui até 50% a emissão do gás de efeito estufa.
O teste está sendo feito no Aterro Sanitário de Campinas, a 85 quilômetros da capital paulista.
Emissão de metano em lixões
"A ideia é estudar qual a eficiência desse processo para que ele possa ser usado na cobertura de aterro de resíduos sólidos, seja ele sanitário ou não", explica o professor Fernando Marinho, coordenador da pesquisa.
Segundo ele, a solução pode ser adequada sobretudo para diminuição das emissões de poluentes em lixões, tendo em vista que, mesmo desativados, eles continuam a produzir gases - o metano é um gás de efeito estufa 21 vezes mais potente do que o CO2 (gás carbônico).
O pesquisador esclarece que o processo biológico de oxidação do metano foi descoberto há anos e já é amplamente difundido.
A novidade dos estudos brasileiros está na aplicação da tecnologia em campo, onde se espera uma redução da emissão de metano entre 20% e 50%.
"A maioria dos estudos era feita em laboratório. Iniciamos em 2004, juntamente com uma universidade canadense, os estudos em campo", disse Fernand

Código genético molda síntese de nanopartículas criando DNA com inúmeros metais

>Redação do site Inovação Tecnológica - 13/08/2012
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=dna-metalico&id=010165120813 

DNA metálico: código genético molda síntese de nanopartículas

O DNA dirige o crescimento das nanopartículas metálicas de forma similar ao que ele faz com a síntese de proteínas, com diferentes letras do alfabeto genético resultando em diferentes formatos das partículas. [Imagem: Zidong Wang/Yi Lu]
Genética inorgânica
O DNA contém o código genético para todos os tipos de moléculas biológicas.
Agora, pesquisadores descobriram que o código contido nas moléculas de DNA também pode controlar a forma final de nanoestruturas inteiramente metálicas.
Os segmentos de DNA foram usados para dirigir o processo de formação de nanopartículas de ouro, dando-lhes os mais diversos formatos.
As propriedades físico-químicas das nanopartículas são largamente determinadas pelo seu formato e pelo seu tamanho. Assim, produzir nanopartículas com formatos e tamanhos precisos é essencial para suas aplicações práticas.
As nanopartículas de ouro são largamente usadas nas pesquisas em medicina, para levar medicamentos diretamente a partes específicas do corpo, assim como em biologia e na composição de novos materiais.
DNA metálico
O alfabeto do DNA contém quatro letras A, T, G e C, as iniciais de adenina, timina, guanina e citosina. As "palavras" são formadas segundo uma regra simples: A sempre se liga a T e C sempre se liga a G.
Mas, no caso dessa "genética metálica", as quatro bases e suas combinações podem se ligar de formas diferentes às faces das "sementes" de ouro - os aglomerados iniciais que darão origem às nanopartículas.
DNA metálico: código genético molda síntese de nanopartículas


A equipe criou um roteiro básico que mostra o papel de cada base na geração de cada formato. [Imagem: Wang et al./Angewandte]
Ao se ligar aos aglomerados iniciais de ouro, as moléculas de DNA dirigem o crescimento dessas sementes, fazendo com que elas resultem em formatos diferentes.
Os experimentos mostraram que as fitas de DNA com sequências de "A" produzem nanopartículas redondas e rugosas. As sequências de "T" formam estrelas. As sequências de "C" geram discos planos. E, finalmente, as sequências de "G" formam hexágonos.
Genética de metais
O objetivo dos pesquisadores é mais amplo: estabelecer diferentes sequências de DNA que venham a constituir "códigos genéticos" para sintetizar partículas metálicas, de forma similar à que o DNA desempenha na síntese das proteínas.
Neste estudo inicial, o grupo testou o uso de fitas de DNA com combinações de duas bases - por exemplo, 10 "T" e 20 "A".
A regra geral é que as bases competem entre si, produzindo formatos intermediários, embora o "A" tenha dominância sobre o "T".
"A síntese de nanopartículas codificada por DNA nos dá uma forma nova e simples para produzir nanopartículas com formatos e propriedades previsíveis," disse Yi Lu, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.
"Essa descoberta terá impactos na bionanotecnologia e aplicações importantes em nossa vida diária, como na catálise, nos sensores, no imageamento e na medicina," completou o pesquisador.